Humanidade racional?
Diante de tanta dor e sofrimento no mundo me sufoco. Me sinto embriagada por uma sociedade hipócrita que ilude, mata e rouba vidas dos vivos em prol de seus interesses medíocres.
Não se pode deixar ser submergido no mar de esquecimento, onde tudo que é belo e justo deixa de existir. Todo o amor, todo o sonho, toda a esperança deixa de pulsar nos peitos e mentes dos inomináveis sem nome nem sobrenome que buscam apenas a sua sobrevivência privada e somente com relativa liberdade ilusória tirada de nós pelos homens de Black Tie dos altos círculos medíocres da humanidade.
A luta vã pelas palavras e pela destruição dissipa o homem e o afasta de sua luta pelos sonhos, pela vida, pelo amor...
Os sonhos são esquecidos, os ideais perdidos e os gritos deixam de ser expelidos! As crianças trabalham para suster os adultos provando a inversão das leis divinas! Não se pode viver num mundo onde até o sagrado sucumbe diante da cegueira capitalista e interesseira do homem.
Temos a vida prostituída desde a sua infância num lugar onde a poesia já morreu e as idéias louváveis cedem lugar a fatos repugnáveis e atitudes abomináveis!
Onde foi parar o ser humano? Onde vai parar a humanidade de nossos netos, bisnetos e seus descendentes?
Hoje já se vive em uma sociedade indecente com vidas decadentes ofuscadas pelo brilho do metal raro! Papeis valem mais que 7 bilhões de almas que imploram por alimento para o corpo e para a mente negado brutalmente pelos ternos e calças que nos regem, que nos ilude, que nos rouba, que nos ludibria...
O tempo foge por entre os dedos e os caminhos parecem andar sozinhos. Somos conduzidos pela vida sem perceber por uma turba de inaceitáveis corações. Mentes sem moral com uma existência banal.
Temos que mudar. Antes que o universo pare de girar por conta da falta de divindade dos homens indignos dignos de nossas menções.
Por conta dos abusos de caráter dos seres que olvidam as suas origens e lava a origem dos que virão a um lamaçal de areia movediça tornando incerto um certo futuro de alguém...
Thaíse Glória de Oliveira Carneiro, 14 de outubro de 2005, as 00:26 a.m.
Após assistir a micro série da rede Globo Hoje é dia de Maria e unir as críticas, inspirações e insinuações desta com a sua revolta pessoal.
Eu estava recentemente assistindo ao filme Peter Pan e eu lembrei de quando eu era uma criança e um dia pela tarde eu assisti a uma das milhares versões dessa maravilhosa história e me lembrei que eu sempre quis que ela fosse real hauhauhauahuahua. Normal quero ver quem nunca pensou assim. Eu tenho uma enorme vontade de viver na Inglaterra naquela época pelo estilo dos moveis, das roupas, de tudo...tenho a enorme impressão de já ter vivido lá nessa época, pois qd vejo em algum filme e sinto saudades de algo que eu não sei o que...
Eu tbm fico a pensar sobre o que eu faria se pudesse escolher entre crescer e enfrentar esse mundo cruel e injusto ou permanecer para sempre num mundo de fantasias onde tudo é bonito e nada pode nos atingir, pois somos apenas crianças... acho que seria muito bom não ter que enfrentar a vida, mas acho ainda melhor poder vencê-la se a enfrentar e isso traduz e explica a minha escolha.
Lendo mais um dos livros de Rochester ( A feira dos casamentos) me sinto as vezes como a personagem principal e tenho uma enorme vontade de ser uma pessoa erudita com largo conhecimento sobre assuntos “inteligentes”, sei que posso conseguir me tornar uma pessoa assim, só não sei como no mundo em que eu vivo atualmente.
Tenho muitos objetivos que pretendo realizar, mas as vezes me sinto envolta em uma turba de sentimentos vis e supérfluos. Atos e necessidades banais que me cegam e me impedem de ter plena consciência do que faço e me impedem de saber que eu estou me desviando dos meus objetivos. Preciso corrigir isso. Não posso me deixar contagiar pela mediocridade da sociedade atual.... quero pensar só nos meus objetivos para conseguir realizá-los.
Fico tão assustada e indignada com a maneira como a sociedade atual manipula a vida das pessoas e me irrito quando isso acontece comigo, pois é uma das coisas que eu mais preso: a minha liberdade e independência dessa sociedade ordinária! O pior é quando vc é obrigada a ceder a tais “caprichos” e tem suas realizações frustradas por isso.
Sem mais!
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